Diário de Bordo - Recantos & Encantos II






20 - Amparo-SP é uma das 12 estâncias hidrominerais do estado, estando na região oeste a 674 metros de altura. Seu nome vem de uma capela erigida para Nossa Senhora do Amparo ainda quando era apenas um povoado. Na primeira metade do século 19 era uma região rural de grandes fazendas de café, e minha história está ligada a ela mais uma vez por uma estrada de ferro – a Companhia Mogiana de Estrada de Ferro – que passando por Campinas era a mais importante que passava nela e marcou bastante a minha infância por inúmeros fatos passados com a presença forte dos trens da linha férrea. A foto mostra o histórico Hospital da Beneficência Portuguesa, construído em 1892, o mais tradicional da cidade e um dos seus marcos mais importantes, que remonta à época de sua fundação.

21 – Anápolis é uma cidade bem bacana de Goiás, na região centro-oeste, progressista e moderna. O caça exposto na praça central reflete bem o clima de modernidade que a cidade transmite aos visitantes que esperam encontrar lá uma dessas cidadezinhas do interior goiano, mas se surpreendem com seu estágio de avanço.
22 – Araporã é uma pequena cidade rural do Triângulo Mineiro, com cerca de 7.000 habitantes apenas, na divisa com Itumbiara, em Goiás, no seu limite oeste. Realizando um trabalho em Furnas, em Itumbiara, atravessei a ponte para o outro lado do rio para conhecer a simpática cidadezinha mineira à margem do Paranaíba, que divide os dois estados.
23 – Araputanga é uma pequena cidade do estado onde nasci, com menos de 20.000 habitantes. No meu tempo de criança ela ainda não existia, pois foi fundada em 1979 e deixamos Mato Grosso quando eu tinha apenas 6 anos de idade. Estive lá a trabalho décadas depois, na primeira e única visita à cidade.
24 – Gosto de dizer que Araraquara é uma das mais paulistas dentre as cidades do interior paulista por apresentar todas as características comuns às do estado mais rico do país, com aquele sotaque carregado e bem próprio do  interior que a maioria dos brasileiros conhece. A foto mostra uma de suas atrações mais conhecidas, o Museu Histórico e Pedagógico Voluntários da Pátria, nome aliás que considero redundante, uma vez que todo museu se propõe a ser pedagógico, independente de indicar isso em seu nome. Particularmente, gosto dela por reunir algumas características que me agradam muito, como um clima agradável (fica a mais de 600 metros acima do nível do mar), o tamanho (pouco mais de 200 mil habitantes) e se mostrar interior até na geografia, já que está localizada bem no centrão do mapa do estado. Difícil encontrar um paulista que não tenha alguma coisa, ainda que afetiva, ligada a Araraquara.
25 – O nome da cidade de Araras foi uma homenagem aos seus fundadores – os irmãos Lacerda Guimarães – mais conhecidos por seus títulos de Barão de Araras e Barão de Arari. O rio que corta a cidade também leva o nome de Araras, mas não sei precisar se foi o Barão que deu nome ao rio ou foi o rio que emprestou seu nome ao Barão. O que se sabe é que na região também havia um grande número de araras, e aparentemente a origem dos títulos dos dois nobres e o do rio veio daí. Aliás, os ararenses devem gostar muito dos barões (ou será das aves?), porque tudo por lá leva seus nomes: Lago Municipal de Araras, Praça Barão de Araras (a que aparece atrás de mim na foto), e vai por aí. O pessoal de Araras tem orgulho de dizer que é a cidade mais verde do estado, por se mostrar bastante arborizada. Nota-se muito verde no município, é verdade, e isso se sente até no clima, mas se é a mais arborizada de São Paulo, como eles falam, aí eu não posso afirmar. Não conheço paulista algum que não seja bairrista, rsrs!



26 – Araruama é uma das queridinhas da nossa Região dos Lagos. Confesso que não contei mas, a partir das consultorias para o Sebrae (1992 a 2014), se não fiz todas as 95 cidades do estado do Rio, pelo menos perto de 90 foram, com toda certeza. Deu tempo pra me apaixonar por muitas delas e não saberia escolher uma de que mais goste, mas Araruama estará no meio, com certeza!
27 – Localizada no Triângulo Mineiro e famosa por sua lama e águas medicinais, Araxá se celebrizou por suas termas minerais, muito procuradas pelos turistas que a visitam, e também por ser a terra natal de “Dona Beja,” personagem mito da cidade imortalizada no romance de Agripa Vasconcelos. O Hotel do Barreiro (que aparece na foto) é o seu ponto turístico mais conhecido, juntamente com o Cristo Redentor que também é um dos símbolos da cidade. Outra atração agradável que possui é seu museu histórico, que traz fatos marcantes de sua história.
28 – Meu passeio por Arraial do Cabo foi mais curto que de hábito por culpa do trabalho, que me tomou todo o tempo livre. Da Cisper, em Jaracepaguá, para a Álcalis na cidade praiana, não deu muito pra circular. O que pude constatar foi a importância que a grande estatal representava para a cidade, o que infelizmente acabou em 2006 durante o governo Collor. Fica ali grudadinha a Araruama, Saquarema, Cabo Frio e São Pedro d'Aldeia.
29 – Ariquemes foi a primeira das diversas cidades em que estive no estado de Rondônia, nas muitas vezes que percorri o estado de norte a sul e de leste a oeste trabalhando. Não saberia diferenciá-la das outras que conheci porque não senti muita diferença entre elas, mas adorei o estado inteiro. Ainda que sem muitos atrativos, rola um clima encantador no interior rondoniense, de cidadelas pequenas e muito simpáticas! Se a capital Porto Velho já tem pouco mais que 500.000 habitantes, imagine então as menores. Me impressionaram as muitas feiras bem típicas, com todo tipo de fruta e alimentos de produção local em toscas barraquinhas, ou sobre uma lona no chão, com um ar interiorano que a gente jamais encontraria por aqui. O nome da cidade vem dos Arikemes, uma tribo da nação tupi. Rondônia todo me apaixonou por uma simplicidade muito peculiar.

30 - Por ficar bem próxima a Campinas, onde moramos por tanto tempo, Atibaia era sentida como parte integrante de nossas vidas. Distante não mais que 65km de nossa cidade, nós a víamos como uma extensão de Campinas, assim como Maricá e Itaboraí são vistas pelos niteroienses. É conhecida como estância climática por sua altitude de 800m, o que a deixa com aquele "climazinho de montanha" a maior parte do ano. Se Campinas, com seus 685m acima do nível do mar, já faz frio (lembro dela com 2 graus no inverno), imagine então Atibaia.

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