Diário de Bordo - Recantos & Encantos XI


85 – Coconut Grove-EUA – Uma das coisas mais gostosas quando se está na Flórida é pegar um trem e sair “pingando” em cada estação das cidades por onde passa a linha férrea. Fiz isso e descobri lugares maravilhosos, como a simpática Coconut Grove. Não é preciso nem dizer o porquê do nome, né? A gente percebe logo ao olhar as fotos depois e descobrir que não há uma sequer em que não aparecem muitos coqueiros! Ah, mas você não quer que pensem que está em algum país tropical e para isso não quer nenhum coqueiro na foto... Então só tem um jeito: tirar a foto dentro de casa, porque se for feita fora a possibilidade de um coqueira aparecer nela é de 100%. Aliás, se você está pensando que irá encontrar em qualquer lugar da Flórida aquele estado americano típico, pode esquecer. Não há nada menos americano do que a Flórida, pois que a impressão que se tem o tempo inteiro é de que se está em alguma cidade do Caribe. Então se entenda a razão dos coqueiros, que é árvore de clima quente, e na Flórida é comum chegar-se perto dos 40 graus. Eu pelo menos enfrentei calor de 36 graus por lá, e suava em bicas, enquanto nos demais estados era inverno e o povo por lá enfrentava tempestades de neve. Isso porque os EUA, assim como o nosso, é um país de dimensões continentais. A diferença é que a Flórida parece uma linguiça no extremo sul-sudeste do país, ali na região do Triângulo das Bermudas e apontando em direção a Cuba. Isso sem contar ainda a quantidade de porto-riquenhos (que têm cidadania americana) e cubanos que se encontra por lá às pencas, fazendo com que na maior parte do tempo nos esqueçamos que estamos em plena terra do Tio Sam. Voltando ao lugar, Coconut Grove é uma graça. Quem tiver oportunidade de conhecer não vai se decepcionar. Ñão sei se eu já disse, mas tenho minhas esquisitices de independência e autonomia até – e principalmente – quando viajo ao exterior. Gosto de fazê-lo SOZINHO, acreditem, sem ninguém para ficar discutindo comigo o lugar que iremos conhecer. Até porque a maioria escolhe os cartões postais, e eu saio me enfiando pelos lugares onde o povo local anda. É claro que também vou à Estátua da Liberdade ou à Broadway, mas não com o intuito de ver a atração turística, mas saber como as coisas acontecem por lá. Daí que sempre odiei excursões, e nunca fiz nenhuma (graças a Deus!). Escolho pegar ônibus ou metrô e sair saltando em qualquer lugar pra saber como é que o povo leva a vida por lá. Nada de guias apontando lugares bonitos e contando a história do lugar, ou gente comigo tirando no par-ou-ímpar aonde iremos primeiro.





86 – Casimiro de Abreu-RJ é uma cidade de 35.000 habitantes no meio do caminho para Macaé que eu, particularmente, adoro! Tem o tamanho ideal de uma cidadezinha do interior, com aquele jeitão bem pacato e interiorano, com uma rodoviária na beira da estrada e uma estação de trem um pouco mais adiante. Além de aviões, sou apaixonado por trens, e se tem alguma estação por perto, é lá que escolho para tirar minhas melhores fotos, como essa de Casimiro, que acredito estar desativada. Em 1980 um fato inusitado movimentou muita gente para a cidade, o equivalente a outra Casimiro inteirinha que partiu para lá por um fato que tomou as manchetes de toda a imprensa. Havia por lá um tal de Edilcio Barbosa, um místico conhecido por “Mensageiro de Júpiter” que afirmou que num dia marcado a cidade testemunharia o pouso de uma nave alienígena proveniente de Júpiter. Pelo menos 20 mil pessoas se deslocaram pra lá para assistir ao pouso, quantidade de gente igual a de toda a população local, o que mobilizou a defesa civil, polícia, exército e até – pasmem! – pesquisadores da NASA, que para lá se dirigiram de modo a testemunhar o pouso. Não foi brincadeira. A coisa foi levada tão à sério que a prefeitura da cidade preparou uma recepção oficial para os visitantes interplanetários, com desfile oficial pela cidade, café-da-manhã para as autoridades, um baile com toda a nata da sociedade local e até uma enciclopédia que seria oferecida como presente aos jupterianos. Teve até hora marcada para o pouso, que seria às 05h40, pelo horário de Brasília. Chegou a hora, o pouso – claro – não aconteceu, e o povo todo iniciou um tumulto que obrigou a polícia a retirar às pressas o tal do Barbosa de lá sob forte escolta para não ser linchado pela multidão tanto de locais quanto de visitantes de fora, que queriam estraçalhar o homem, e não era pra menos, rsrsrs!!! Que esse povo gosta de inventar coisa a gente sabe, mas uma cidade inteira apostar num troço desses para movimentar 40.000 pessoas para o local – até pesquisadores da própria NASA – é coisa que é difícil de aceitar. Mas acreditem: o caso aconteceu mesmo, e ganhou as páginas dos jornais tanto no país quanto no exterior. Quase me esquecia, mas estive na cidade a trabalho numa única ocasião pelo Sebrae. Das outras vezes apenas passei por ali porque era meu caminho para as regiões norte e nordeste do estado, onde realizei a maior parte dos meus trabalhos no estado do Rio.

87 – Castanhal-PA – A cidade paraense integra a região metropolitana de Belém, distando cerca de 70 quilômetros da capital do estado. Com uma população de 200.000 habitantes, aproximadamente, Castanhal é uma cidade efervescente em termos mercadológicos, tanto por sua posição geográfica quanto pela economia local, com comércio intenso, polo industrial de têxteis e calçados, além de alimentos, para citar apenas os mais importantes. Sua posição no mapa é estratégica, sendo cortada pela BR-316, como mais importante rota de escoamento da produção local e à distância curta do porto, aeroporto e da Alça Viária de Belém. O município foi oficialmente fundado por Magalhães Barata, o cérebre interventor do Pará sobre os quais se contam estórias hilárias, tido como homem rude e pouco brilhante. Intelectualmente despreparado, mas falastrão e muito vaidoso, seus discursos acabavam virando anedotas integradas à cultura paraense, como na cerimônia com que o então prefeito de Castanhal o homenageou por ocasião em que deixava a cidade, após um período de permanência no município. O prefeito teria se referido a ele, em seu discurso, de forma pomposa, tratando-o por “insigne viajante”, quando Barata então, querendo retribuir no mesmo nível, teria lhe respondido nestes termos: “Saio de Castanhal profundamente honrado com esta homenagem, ó insigne ficante!”. É claro que o cacófato caiu nos anais do anedotário popular dos castanhalenses e acabou extrapolando as fronteiras do estado como mais uma fala memorável do atrapalhado interventor. Meu trabalho em Castanhal, também pelo Sebrae Nacional, foi a aplicação de um módulo de Planejamento para empresários locais pelo Projeto Ideal.

88 – Caxambú-MG – A cidade mineira está no grupo daquelas das memórias afetivas, pois nunca fui enviado para realizar trabalhos em qualquer estação de águas. Acho que para meus parceiros as duas coisas não combinam. Mas Caxambú entrou para minha história desde a infância, pois que está mais perto de Campinas que do Rio, e nos anos em que morávamos lá os feriados da família aconteciam em cidades como ela, tipo São Lourenço, Águas da Prata ou Águas de Lindoia. Da última vez em que estive em Caxambú – por ocasião dessa foto – foi quando meus pais escolheram morar em São Lourenço por um ano, e fui até até lá de carro, visita-los, e levando um amigo que queria muito conhecer a cidade. No tempo de menino íamos todos a Caxambú com certa frequência para curtir os parques termais, andar à cavalo e de charrete, e coisas assim. Ao voltar a Caxambu desta vez encontrei-a da mesma forma, com as mesmas charretes em frente ao parque das águas e tudo o mais. Parece que o tempo não passa nas cidades mineiras desse tipo.

89 – Caxias-MA – Já Caxias, no Maranhão, é uma cidade sertaneja típica, localizada na divisa com o Piauí, mas que já passa dos 160 mil habitantes. É conhecida por “Princesa do Sertão” por conta de seu vasto lençol freático e de um período de chuvas bem definido, que a distinguem do clima seco e árido do restante do estado. O nome da cidade se deve ao Duque de Caxias, patrono do exército brasileiro, que chegou aos nossos dias como herói mas que à época da fundação do então vilarejo foi o grande exterminador da população indígena local, como na batalha conhecida como Balaiada, onde os índios que não pereceram no verdadeiro genocídio dos portugueses eram levados como escravos pelos soldados para as cidades de onde partiam as tropas. Minha permanência em Caixas se deveu a um curso levado aos munícipes cujo tema foi “Como e Porque Planejar”, também pelo Projeto Ideal do Sebrae. A cidade possui um polo industrial bem desenvolvido para seu tamanho, e ainda conta com uma linha férrea que vem desde o império, a Ferrovia São Luis–Teresina para escoamento de produtos, principalmente combustíveis, cimento e ferro. Ainda que não se caracterize pelo turismo, Caxias tem no Memorial da Balaiada o seu maior atrativo arquitetônico entre várias construções que datam ainda do século XVII. Seus filhos mais ilustres estão na área da cultura, por conta dos poetas da terra como Coelho Neto, Gonçalves Dias e Vespasiano Ramos.



90 - Chapecó-SC – A cidade catarinense, conhecida como “Capital do Oeste”, é um importante polo industrial e educacional, além e produtora de alimentícios industrializados. Sua população roda em torno de 200.000 habitantes ou pouco mais, e aparece entre as cinco principais cidades de Santa Catarina. Mais próxima da capital paranaense do que de Florianópolis, no próprio estado, era mais fácil descer no Aeroporto de Curitiba e seguir em carro alugado até lá. Meu trabalho na cidade foi executado pelo IBQN, para implantação de sistemas de qualidade em grandes empresas da região. Chapecó é uma dessas cidades bem planejadas, mas a diferença de outras como Brasilia e Belo Horizonte é que o traçado de Chapecó foi feito em formato de xadrez. Progressista e moderna, como a maior parte dos municípios dos estados do sul, é uma cidade exuberante e agradável, com vida noturna e turismo de negócios em função do grande potencial industrial e comercial da região. Acabou famosa mundialmente pelo triste episódio do acidente aéreo de sua equipe de futebol, a Chapecoense, quando chegava à Colômbia, no qual apenas 6 pessoas sobreviveram.

91 – Coari-AM – Apesar de seus 85.000 habitantes, Coari é uma típica cidade amazonense encravada no ponto mais central da Amazônia, daí porque acessada somente por aviões de pequeno porte ou por navegação nos três rios que ali fazem confluência: o gigante Solimões, o Purus e o Coari. Estive pelo menos uma dezena de vezes em Coari para aplicar treinamento pelo Sebrae, e numa dessas vezes enfrentei uma situação que saiu da rotina. O pequeno avião em que eu chegava, com cerca de 12 passageiros, fez a aproximação sob intenso temporal de raios que lhe tirou qualquer visibilidade. No meio da densa camada de nuvens enquanto baixava, só permitia saber que sobrevoávamos a floresta a baixa altura quando raios e relâmpagos iluminavam o lado de fora, e o aeroplano sacudia muito. Avião bem pequeno e sem pressurização da cabine, o primeiro efeito da tempestade foi uma surdez que percebi pelo ruído do motor chegando muito abafado durante as manobras de aproximação da cidade. Os últimos 15 ou 20 minutos foram um tanto preocupantes, com relâmpagos iluminando as copas das árvores lá em baixo e o avião sacolejando fortemente. Passou-me pela cabeça que se caíssemos haveria uma boa chance de sobrevivência na queda, pois que ali a selva amazônica era tão densa que não se via o solo, somente a copa das árvores como um imenso tapete verde sob nós, o que certamente amorteceria a queda. O risco maior seria morrermos de fome ou devorados por onças, pois que dificilmente o avião seria localizado caso mergulhasse naquela imensidão verde da selva amazônica. Mas permaneço frio em momentos como esse, e felizmente todos permaneceram calmos até finalmente conseguirmos pousar. Só que eu iria no dia seguinte para sala de aula, e quando pousáramos eu estava completamente surdo pela pressão nos ouvidos. Na manhã seguinte a situação continuava igual, e eu não conseguia escutar nem minha própria voz, me deixando preocupado sobre como conseguiria ministrar o treinamento sem conseguir ouvir as pessoas. Sorte que precisaria mais falar do que ouvir, e logo que abri o curso expliquei aos alunos o problema, orientando-os para que levantassem a mão quando quisessem perguntar-me algo. Assim eu podia me aproximar e ouví-los se falassem mais alto, com os demais em silêncio, e foi o que consegui fazer de melhor durante os três dias do treinamento, pois mesmo quando retornei a Manaus a surdez ainda se prolongava, e levou pelo menos uma semana para cessar por completo, o que me provocou uma sensação extremamente desagradável.
Encravada bem no centro da imensa selva amazônica e isolada de tudo, Coari traz a marca bem visível dessas cidades ribeirinhas muito pobres, com grande parte da população vivendo em palafitas suspensas sobre os rios, onde pequenas pontes toscas de madeira ligam as casas às margens, ou em casas flutuantes, que são muito comuns na região. As características do lugar, tão diferente da realidade aqui do “sul maravilha”, vale uma sequência maior de imagens do que de costume, que separei especialmente para meus registros da cidade aqui no blog.
Numa outra ida a Coari outro fato chocante aconteceu foi no dia do retorno. Eu havia entrado em contato com o Sebrae de Manaus solicitando que substituíssem minha passagem aérea de volta pela de barco. Além daqueles barcos enormes que descem o Solimões, chamados por eles de “motor”, onde as pessoas viajam em redes pois que não possuem assentos, há também uns barcos potentes de tamanho médio, para cerca de 30 passageiros, que eles chamam de “barco a jato”, e é rápido e confortável o bastante, com poltronas de couro e tudo o mais, um luxo para a realidade local. E foi nesse que embarquei, depois de avisar o pessoal que me esperaria em Manaus. A viagem dura umas 9 horas pelo Solimões, até quando encontra o Rio Negro já próximo de Manaus cerca de 20 quilômetros antes, quando então o nome do rio muda para Amazonas, após o conhecido fenômeno do “encontro das águas”, quando o Solimões e o Negro correm muitos quilômetros em paralelo sem que suas águas se misturem. Nota-se nitidamente de um lado do barco as águas claras e barrentas do Amazonas, e do outro as águas escuras do Negro seguindo lado a lado até Manaus. Mas no dia do meu embarque encontrei quase que a população da cidade em peso no porto de embarque, e a resposta veio logo no primeiro momento. Um dos grandes barcos do tipo “motor” que faziam a ligação entre as cidades ribeirinhas do Solimões havia naufragado por conta da sublotação, matando afogadas 74 pessoas. Muitas vítimas ainda não haviam sido localizadas, e vários corpos começavam a chegar no porto de Coari onde eu embarcava. Inclusive o corpinho de uma criança, já num caixãozinho branco, foi embarcado no “barco a jato” onde eu desceria para Manaus, acompanhado de sua mãe que chorava muito. A cena foi muito triste naquela manhã, pois que o barco saia ao raiar do dia, e a tragédia havia acontecido durante a madrugada. A criança morta e sua mãe saltaram na primeira parada nossa na cidade vizinha de Codajás, onde o cortejo fúnebre já era aguardado por uma multidão, pois que nesses lugares pequenos as notícias se espalham tão rápido quanto um rastilho de pólvora, e a cidade inteira já se deslocara para o porto de modo a acompanhar o desembarque. A notícia da tragédia, claro, chegou logo a Manaus, e a coordenadora do meu projeto que me aguardava no porto disse ter ficado assustada com a ideia de que eu estivesse no barco que sofreu o naufrágio, antes de ser informada que eu descia o rio no “barco a jato”.

Acostumados a ver tudo romantizado nas novelas, o povo do “bem-bom” cá da cidade não faz a mínima ideia da vida dura dessa população das cidades ribeirinhas da Amazônia. Fatos como este não podem ser considerados como rotina diária do meu trabalho, claro, mas também não se pode chama-los de “exceções”, já que em quase três décadas percorrendo o país de ponta a ponta por lugares dos mais remotos como este, não há como evitar situações inusitadas que se traduzissem por verdadeiras aventuras que dariam um filme no mínimo impressionante. Pena que, de tão inesperadas, nem sempre era possível registrá-las através de imagens, como ocorreu neste caso.



92 – Codajás-AM – Para quem vem de Coari descendo o Solimões, que está localizada bem no centro da Amazônia, Codajás é a primeira cidade que se encontra depois, perto de uma hora de distância ou pouco menos. No período que estive lá achei Codajás mais movimentada que Coari, e com mais atividades populares também, não sabendo dizer se foi apenas no período em que estive por lá – onde ocorria uma festa local – ou se aquilo é uma característica da cultura local. Seguindo o critério Sebrae de levar capacitação profissional a essas populações dos locais mais remotos do país, também estive por lá aplicando treinamento e estimulando o empreendedorismo local. Mas cada vez que saio de locais tão remotos e carentes quanto esses não consigo deixar de refletir sobre o poder de minha atividade para conseguir mudar a dura realidade dessas pessoas, para as quais a vida na cidade não chega sequer perto das dificuldades que precisam enfrentar diuturnamente para preservação da vida mesmo, e não nos termos da mera garantia de sobrevivência em termos pecuniários, conforme a imaginamos por estes lados. A coisa para eles é muito dura, inimaginável quase para os nossos padrões.

93 – Codó-MA – Apelidada de “Terra da Macumba” pelos maranhenses, Codó é conhecida pelo grande número de centros espíritas de matiz africana presentes no município, origem do apelido e do qual não se sabe o porque da concentração deles num mesmo lugar, já que os dados oficiais não fazem alusão ao fato e parece que não produziu interferência na cultura local. Atualmente é o 5º. município mais populoso do estado, com mais de 120 mil habitantes. Quando se consulta os dados da prefeitura local encontra-se um apelido oficial como “Cidade de Deus”, que pode ser uma alusão à concentração de centros que mencionei acima, mas nada além disso. A origem do nome da cidade é atribuída ao rio Codó, que passa por ela, e que depois passou a se chamar Codozinho, também por razão desconhecida. Parece que a ordem da Coroa Porguesa para o nordeste do país era exterminar índios para ocupar as terras onde viviam, e Codó não foi exceção, pois que lá também, lamentavelmente, os Guanarés e os Tapuias foram combatidos e mortos pelos portugueses. Uma das razões para esse verdadeiro genocídio indígena se deve ao fato de que eles não eram dóceis o bastante para aceitar o cativeiro e viver sob o domínio dos brancos, daí porque eram sumariamente exterminados. Tidos como “indolentes”, os índios não se submetiam ao trabalho escravo, mas o provável é que seu espírito livre e guerreiro não aceitava a escravidão nos moldes que foi levada aos negros trazidos da África. Codó foi mais um dos municípios beneficiados pelo Projeto Ideal, numa única passagem pela cidade em contraste com o resto do estado, onde tive uma atuação significativa em um grande número de municípios. Ao agendar os consultores enviados ao estado o Sebrae não costumava informar as razões da escolha, mas a regra era que o trabalho alcançasse as regiões com maior potencial de desenvolvimento e que não contavam com especialistas para dar-lhes apoio.

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