Diário de Bordo - Recantos & Encantos XVII

E eis que alcançamos a letra "H" na lista de nossas cidades visitadas. São apenas cinco nesta sequência. O "H" não esteve em alta ao longo de tantos pousos e decolagens nessas décadas de minha vida, como se vê, e as fotos não são das mais nítidas, pois que a maioria foi digitalizada a partir dos extintos filmes de celulose revelados em papel, combinado ao fato de que nem sempre lembro da original quando as digitalizo, e conforme o uso dado elas passam por reduções e ampliações de tamanho com prejuízo de sua nitidez. Mas como o nosso foco aqui é o registro para efeito de memória, mais do que a imagem em si, segue aí a sequência da vez, que mostra três internacionais e apenas duas em solo brasileiro. As três do exterior, todas nos EUA. Para compensar a má qualidade de algumas - como aquela onde as pessoas se mostram em grupo - dá para fazer aquela velha brincadeira do "Onde está Wally?".  Vamos a elas: 

Hershey, Hollywood e Huntingdon (EUA)




145  Hershey é uma cidade americana no Condado de Dauphin com cerca de 13.000 habitantes. Fundada como Derry Church, em 1906 modou de nome em homenagem a Milton Hershey, empresário local que instalou no município a sede da internacionalmente conhecida fábrica de chocolates Hershey's, que permanece ativa e no mesmo lugar há mais de 100 anos. Atualmente existe uma outra Derry (que visitei e já descrevi aqui), assim como o município de Dauphin de que também falei na mesma sequência das cidades visitadas de letra D. A visita à Hershey aconteceu durante a especialização na Pensilvânia, quando percorremos 20 cidades por conta das visitas técnicas nas escolas locais. Na foto nosso grupo de estudos aparece em frente à escola que foi objeto de nossa ida à cidade, e nas demais se pode ver a fábrica dos chocolates Hershey, marco maior e principal atração turística que a projetou no mundo todo.
146 Hollywood-EUAJá Hollywood não integrou as 20 cidades das visitas técnicas. Foi apenas uma das que visitei em outra viagem, durante umas férias passadas no sul da Flórida, e faz parte da região metropolitana de Miami. Essa Hollywood, portanto, não é a conhecida capital do cinema, que fica na costa do Pacífico e, portanto, no lado oposto do país. Esta Hollywood da Flórida é bem menor, com cerca de 150 mil habitantes apenas, mas considerada média para os padrões americanos que tem muitas cidadezinhas que não ultrapassam 10.000 moradores. O que me encanta por lá é que o tamanho das cidades parece não fazer qualquer diferença no que toca à qualidade de vida, pois que conta com escolas, hospitais e um contexto urbanístico e social tão bem cuidado quanto o de qualquer de suas megalópolis. A Hollywood da foto, onde estive, não foge à regra: é uma cidade costeira simpática e extremamente bem cuidada, com belas praias de uma areia branca que parece de sal. E para quem só ouviu falar da Hollywood famosa dos grandes estúdios de cinema, fica a informação:  Hollywood é um nome bastante comum por lá que batizou várias cidades bem menores e desconhecidas entre nós. Além desta da região de Miami, sei da existência de pelo menos mais duas no estado da Pensilvânia, das quais ouvi falar durante minha especialização naquele estado.
147 Huntingdon-EUAHuntingdon integra o Condado de mesmo nome, na Pensilvânia, às margens do rio Juniata, ficando a apenas 51 quilômetros de Altoona, outra cidade que já descrevi, pois que ambas compuseram o rol das 20 visitas técnicas realizadas durante o período da especialização nos EUA.  Conforme fiz menção pouco acima, Huntington é uma daquelas cidadezinhas adoráveis dos EUA com uma população de pouco mais de 7.000 habitantes. Ainda assim, acreditem, é conhecida por ser o maior centro populacional no entorno do Lago Raystown, um reservatório construído para o controle de enchentes que oferece segurança aos moradores da região num raio de 45 quilômetros de extensão, administrado pelo Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos. Qualquer semelhança então com as tragédias de Mariana e Brumadinho não se tratará de coincidência, mas de alucinação!  O lugar está situado bem na linha principal da antiga Ferrovia Pensilvânia, hoje Norfolk Southern. A cidade é uma parada regular para o serviço de passageiros da Amtrak, ligando Harrisburg a Pittsburgh, ferrovia essa bastante conhecida e que também tive oportunidade de conhecer. Nossa visita técnica a Huntingdon teve como foco o Juniata College, um colégio privado de artes fundado por uma congregação de anabatistas da Igreja dos Irmãos, em 1876. Os anabatistas são cristãos ortodoxos com práticas semelhantes aos Amish, mas de característica doutrinária e dogmática focada apenas no Novo Testamento, diferentemente dos Amish e dos Menonitas, que seguem o Velho.

148 - Herval d’Oeste-SCA pequena cidade do interior do estado tem pouco mais de 20.000 habitantes e está localizada a uma altitude de 523 metros. Foi uma das várias cidades que percorri entre o interior catarinense e o norte do Rio Grande do Sul durante o período de quase três anos em que permanneci implantando um extenso programa de qualidade na Perdigão, cuja sede ficava instalada em Videira, bem no centro de Santa Catarina. Como minha passagem por Herval d’Oeste foi muito curta, não consegui reunir mais informações sobre o município, ficando apenas com a impressão de um lugar muito agradável, de clima ameno e uma população muito simpática e receptiva.

149 - Holambra-SP – A cidade fica ali grudadinha a Campinas, integrando a microrregião da cidade paulista e começou como bairro de sua periferia voltado para o cultivo de flores, uma espécie de “florália” que a gente costumava visitar nos tempos em que morávamos em Campinas. Apenas por ser considerada a cidade mais segura do país já merece todo destaque, perto do caos que a segurança atingiu em todo o território nacional. Com uma população constituida por descendentes de holandeses o nome da cidade é uma fusão de Holanda, América e Brasil. Na época em que foi colonizada – ao fim da 2ª. Guerra Mundial – foi uma estância de produção de leite e laticínios, mais o gado holandês trazido da europa foi dizimado pelas doenças tropicais, e eles partiram então para a cultura de suinos e aves, até finalmente se firmarem como produtores de flores e plantas ornamentais, que conserva até hoje e deu à cidade o título de “Capital das Flores”. Somente em 1991 foi que Holambra se emancipou de Campinas, 25 anos depois que trocamos a cidade pelo Rio, em 1966, mas até hoje trago de Holambra muitas lembranças do tempo de infância.

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